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Como contratar uma software house com segurança

Quem contrata software raramente tem medo da tecnologia. O medo é perder dinheiro e meses de trabalho. Quase todo esse risco dá para resolver no contrato, antes de começar, e este guia mostra o que pedir.

Atualizado em

Peça o escopo antes do preço total

Um preço para o projeto inteiro, dado antes de alguém entender o seu processo, tende a crescer no caminho. Peça primeiro um diagnóstico com o escopo por escrito, o que fica de fora e o preço de cada etapa.

Um bom diagnóstico serve mesmo que você não siga com quem fez. O documento tem que ser seu.

Pague por etapa aceita

Evite pagar a maior parte adiantado. O mais seguro é um primeiro pagamento pequeno e cada pagamento seguinte depois que você aceita a etapa.

Para isso funcionar, o que conta como pronto em cada etapa precisa estar escrito antes de ela começar. Assim, aceitar não vira questão de opinião.

Veja funcionando, não só em relatório

Prefira etapas curtas, de 1 a 2 semanas, que terminam numa demonstração e num link de teste que você abre quando quiser. Quem só vê o sistema no fim só descobre o problema no fim.

Código e contas no nome da sua empresa

Pela Lei 9.609/1998, art. 4, os direitos sobre um programa desenvolvido sob contrato para esse fim pertencem a quem contratou, salvo estipulação em contrário. Como o contrato pode mudar isso, a propriedade precisa estar escrita, não suposta.

Peça que o repositório do código, a conta de nuvem e o domínio fiquem no nome da sua empresa desde o primeiro dia. Se o fornecedor usa uma base própria que reaproveita entre clientes, o contrato deve dizer o que fica licenciado para você.

Combine a saída antes de entrar

O contrato deve dizer que qualquer um dos lados pode parar ao fim de uma etapa e que você leva tudo o que pagou, com documentação. Tecnologia comum de mercado e decisões registradas por escrito deixam outra equipe continuar de onde parou.

Saiba com quem falar

Pergunte quem é o seu contato, em quanto tempo ele responde e quando é a conversa fixa da semana. Peça que as decisões fiquem registradas por escrito, para ninguém depender da memória de uma reunião.

Os seus dados e a LGPD

Quando o fornecedor trata dados pessoais em nome da sua empresa, ele é o operador e a sua empresa é a controladora (Lei 13.709/2018, art. 5). Na prática, o operador segue as instruções da controladora, e cabe a ela verificar se elas são cumpridas (art. 39).

Peça um acordo de tratamento de dados, a região onde os dados ficam e quem tem acesso a quê. Uma promessa genérica de conformidade vale menos do que essas três respostas por escrito.

Depois que entra no ar

Antes de assinar, pergunte por quanto tempo a correção de erros é sem custo depois do lançamento e como funciona o suporte mensal, com tempo de resposta por escrito. E confirme que o suporte é opcional: com o código no seu nome, a manutenção pode ir para outra equipe.

Perguntas para levar à conversa

  • Antes do projeto, tem um diagnóstico com escopo por escrito e o preço de cada etapa?
  • O que conta como pronto em cada etapa fica escrito antes de ela começar?
  • Você paga cada etapa depois de aceitar, com um primeiro pagamento pequeno?
  • O contrato diz que repositório, nuvem e domínio ficam no nome da sua empresa?
  • Dá para sair ao fim de qualquer etapa levando tudo, documentado?
  • Quem é o seu contato, e em quanto tempo ele responde?
  • Tem acordo de tratamento de dados, e em que região os dados ficam?
  • Por quanto tempo a correção de erros é sem custo depois do lançamento, e como funciona o suporte?

Como é na DM Studio

Tudo o que está nessa lista vai no nosso contrato. Depois do lançamento, são 60 dias de correção de erros sem custo, e o suporte mensal é opcional, com preço fixo e tempo de resposta por escrito. Os detalhes de cada compromisso estão na página de como a gente trabalha.

Como a gente pode ajudar

A primeira conversa leva 30 minutos e não custa nada

Conta em poucas palavras o que está dando trabalho. Você sai sabendo se dá para resolver e qual seria o caminho.